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quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Video da Rebekah Hangstrom sobre Educação Clássica


Palestra de Rebekah Hangstrom sobre Educação Clássica com legenda de Laura Kristoff.
O texto abaixo é a transcrição do vídeo conforme as legendas que aparecem:

Galileu, William Shakespeare, Martin Luther, Charles Darwin, Albert Einstein, John Adams e Thomas Jefferson. O que todos esses grandes pensadores têm em comum?

Uma Educação Clássica. Enquanto muitos de nós na América nem temos idéia do que seja isso, esse é o método através do qual a maioria das pessoas mais influentes da história foi educada.

Em nossa busca por uma escola para nossos filhos, eu descobri a Educação Clássica, e quanto mais eu li mais eu me convenci de que essa é a melhor maneira de educar as crianças.

Além de ter sua eficácia historicamente comprovada, hoje os educadores estão redescobrindo  esse método como uma das mais efetivas maneiras de ensinar as crianças.

Deixe-me contar-lhes minha história. Essa é a foto de meu marido Peter e nossos quatro filhos, com idades entre 18 e 28 anos. 

Quando eles eram pequenos, nós, como muitos outros pais, procuramos pela melhor escola para nossos filhos.

Nós tentamos uma escola pública com uma reputação excelente, tentamos uma escola particular de preparação para a faculdade, também muito bem conhecida, e tentamos até escolas de denominação religiosa.

E, na maioria dos casos, nós percebemos que nossos filhos não estavam sendo academicamente desafiados, e não estavam aprendendo os valores que nós considerávamos mais importantes para eles aprenderem.

Foi muito frustrante! 

Acontece que nossa frustração fazia sentido.

Se analisarmos como os estudantes americanos se saem quando comparados com o resto do mundo, você pode se surpreender.

Dos 34 países desenvolvidos do mundo, nossos estudantes estão em 14° lugar em Leitura, 17° em Ciências, e um péssimo 25° lugar em Matemática.

Lembremos de que estamos falando de 34 países desenvolvidos.

Estes resultados são terríveis!

E no quesito “valores” a coisa não vai muito melhor que isso.

Alguns de vocês reconhecem essa jovem? O nome dela era Hadiya Pendleton. Ela foi a infeliz vítima de um tiro fatal em Chicago há alguns meses (29 de janeiro de 2013).

O artigo de capa de um jornal que cobriu o fato mencionou a pergunta que nosso reverendo na época, Michael Pfleger (que esteve em seu enterro) fez na ocasião – “Quando perdemos nossas almas?”
Ele estava claramente questionando quando foi que nossa sociedade se tornou tão repleta de violência que nós praticamente perdemos nossa humanidade, nossa alma.

Bom, foi aquele mesmo tipo de frustração com a perda dos valores e o fato de que nossos filhos não estavam sendo academicamente testados que nos levou a continuar pesquisando outras opções de ensino.

Ao fazer isso, eu me deparei com um anúncio de uma escola que tinha sido aberta em Rochester havia apenas alguns anos.

Eu li a sinopse sobre aquela escola e imediatamente percebi que aquilo era exatamente o que nós vínhamos buscando.

Então eu entrei em contato com a escola e perguntei se havia filiais dela em cidades vizinhas e eles disseram “Que eu saiba, não, mas a escola começou com 6 famílias, e eu tenho certeza de que vocês podem começar também”. 

O que? Começar uma escola?

Aquele era o pensamento mais remoto que eu poderia ter, mas sabe de uma coisa?

Nós estávamos tão famintos por esse tipo de Educação que, perante todas as possibilidades, foi exatamente isso que fizemos.

Nós iniciamos uma Escola Clássica.

Você pode estar se perguntando “Afinal, o que é Educação Clássica?”

Bom, isso envolve três estágios de aprendizado:

A fase da Gramática, no Ensino Fundamental (Elementary School), onde mantemos o foco nas ferramentas necessárias para os assuntos;

A fase da Lógica, também no Ensino Fundamental (Middle School), onde o enfoque é a compreensão dos assuntos; e

A fase da Retórica, no Ensino Médio (High School), em que focamos na aplicação e comunicação.

Todas essas fases se integram perfeitamente com a progressão natural do desenvolvimento cognitivo da criança.

Vamos observar primeiro a Fase da Gramática.  Nessa fase as crianças estão falando com desenvoltura, memorizam informações com muita facilidade, elas são como esponjas!

Vocês que são pais sabem que nessa idade as crianças assistem o mesmo filme inúmeras vezes, e leem o mesmo livro várias vezes e nunca se cansam dele.

Então o que temos que fazer é oferecer o máximo de informação que pudermos, embutidas em músicas, canções, rimas, sons... coisas que as crianças não se importam de repetir o tempo todo.

Então adicionamos movimentos para tornar a coisa ainda mais envolvente e as crianças se divertem tanto que nem percebem que estão aprendendo.

Podemos ensinar os elementos químicos para elas através de uma música;

partes de um discurso e como diagramar sentenças por meio de cânticos... 

É impressionante o quanto eles aprendem usando esse método!

E um outro aspecto da Educação Clássica é que nós usamos os escritores clássicos no início do estágio Gramatical.

Os clássicos resistiram ao teste do tempo, possuem toda a sabedoria das gerações e são repletos de tanta riqueza de conteúdo que as crianças adoram lê-los.

Também  é na fase Gramatical que ensinamos caligrafia, por causa de todos os benefícios cognitivos já bem conhecidos,

e também o ensino do Latim começa nessa fase. O Latim é a base de todas as Línguas Românicas, e aproximadamente 65% da Língua Inglesa é baseada no Latim.

Assim sendo, os alunos que sabem Latim tendem a apresentar um desempenho muito melhor em provas-padrão e, ainda por cima, eles aprendem outros idiomas modernos com muito mais facilidade.

História é uma parte importante também. Nós ensinamos desde a História Antiga até a Moderna seqüencialmente, várias e várias vezes durante os 12 anos de estudos.

E nós priorizamos o uso de documentos originais ao invés de livros e cartilhas, pois assim os estudantes estão, na verdade, lendo o que as próprias pessoas tiveram que pensar e dizer quando da ocasião dos fatos. 

Vamos agora falar da fase Lógica. Nessa fase, as crianças estão se tornando muito mais argumentativas. Elas querem saber “como” e o “porquê” de tudo.

Nós então partimos de onde os alunos estão, e agora introduzimos pesquisa formal, comparamos exercícios contrastantes, eles escrevem a partir da perspectiva de figuras históricas e literárias, e quaisquer atividades que promovam o desenvolvimento de uma compreensão profunda das matérias estudadas, porque essa é a meta da fase Lógica.

Nós lhes damos aulas de Lógica Formal, onde eles aprendem a arte da argumentação, como desenvolver um argumento formal e fundamentado, como reconhecer falácias lógicas, e então eles podem exercitar isso em debates.

Eles começam a fazer muitos debates durante os anos do Ensino Fundamental. 

A Escrita também se torna muito importante nesse período da Lógica; nós ensinamos aos alunos o processo de como escrever e isso é enfatizado até o final do Ensino Médio.

E agora, a fase Retórica.

A fase Retórica é um período em que as crianças começam a se tornar mais independentes, elas agora formam suas próprias opiniões e começam a se separar da família. 

Então, mais uma vez nós aproveitamos o estágio em que se encontram. 

Agora nós não queremos apenas que eles conheçam as ferramentas dos assuntos, e então que entendam esses assuntos.

Agora nós queremos que eles analisem e sintetizem as informações, formem suas próprias opiniões e sejam capazes de comunicar essas opiniões de forma efetiva e persuasiva.

Isso é o que nós consideramos o grande tesouro da Educação Clássica, porque é a combinação de tudo o que se trabalhou. Os estudantes recebem inúmeras oportunidades para discussões profundas onde eles podem exercitar essas idéias de análise e síntese.

Eles exercitam também suas habilidades de debate e aprendem a desenvolver argumentos que se baseiam na razão, e depois eles recebem dois anos de treinamento formal em retórica, onde aprendem a arte de escrever e falar articulada e persuasivamente.

O ponto mais importante da Educação Clássica é que os estudantes aprendem a aprender! 
E com relação à perspectiva de valores?

Bom, historicamente falando, uma Educação Clássica aborda tanto a mente quanto a alma.
Em nossa escola nós nutrimos a alma com valores e crenças judaico-cristãs.  

Nós não exigimos que nossos alunos sejam cristãos. Nós queremos fazer com que entendam que essa é a perspectiva a partir da qual ensinamos, e depois os expomos a todas as outras tradições de fé e assim eles são capazes de compreender os outros pontos de vista do mundo.

Bom, vou lhes mostrar nossos resultados.

Nossos alunos vão bem em todos os testes padrões, mas a maioria de vocês é familiarizada com o ACT e o SAT como os principais testes de ingresso na faculdade.  

Nossos alunos estão entre os 13% melhores colocados no ACT e nos 17% melhor colocados no SAT em toda a nação. 

E nós não estamos mostrando apenas os resultados dos nossos melhores alunos. Nós estamos falando dos alunos de nível médio e outros que estão alcançando esses resultados com esse método.

E como resultado eles recebem ofertas de excelentes bolsas de estudo – uma média de trinta mil dólares por estudante por ano de faculdade.

O mais importante disso tudo é que essas crianças estão aprendendo como se tornarem pensadores profundos, como falar persuasiva e articuladamente, como raciocinar logicamente e como escrever bem. Como eu disse anteriormente, eles aprendem a aprender.

E podemos observar outros benefícios tangíveis: eles aprendem a desenvolver respeito pelos outros, inclusive por aqueles que têm valores e crenças diferentes, e como eles internalizam seus valores, têm uma orientação para tirar conclusões morais.

Eles se tornam responsáveis, confiáveis, e aprendem a dar atenção para o mundo à sua volta. Eles desenvolvem a força de caráter para agir com compaixão.

Bom, com esses resultados eu finalmente tive paz com relação à educação dos meus filhos.

Eu não só não estava mais frustrada, como ainda fiquei muito entusiasmada por poder compartilhar esse método com outras pessoas.

Vocês já imaginaram como seria se todo mundo em nossa cultura recebesse uma Educação Clássica? 
Nossa, imaginem isso!

Nos corredores de Washington DC, nos meios de comunicação de todo o país, nos nossos sistemas de ensino, nas nossas comunidades, na nossa vizinhança.

Como seria?

Imagine cidadãos que sabem sua história tão bem, tão profundamente, que isso evitaria repetir os erros do passado. Cidadãos que tomam suas decisões baseados na razão ao invés da emoção, e que reconhecem as mentiras de modo que não podem ser enganados e manipulados.

Imagine cidadãos capazes de expressar seus pensamentos e idéias de forma articulada e convincente, e imagine debates respeitosos ao invés de apenas denegrir aqueles de quem discordamos.

Isso não seria uma mudança prazerosa no cenário de todas as diferentes áreas da interação social?

Bom, pensando em tudo isso, será que não estaríamos melhores se todos nós recebêssemos uma Educação Clássica?

Com os resultados que estamos demonstrando, qual o tipo de educação você quer que os nossos futuros líderes tenham?

E o seu próprio filho? 

Nós sabemos que isso funciona.

Obrigada!

quinta-feira, 10 de abril de 2014

INSTRUMENTALIDADE DAS FORMAS – Por que fazer isso dessa forma?

Uma das mais correntes inquietações dos alunos é o famoso “para que isso?”. Para que aprender trigonometria, análise sintática, aritmética, geografia do Brasil, história antiga e medieval? Qual a utilidade disso? Qual a utilidade de modelos teóricos que não funcionam na realidade?

Dando um exemplo na Filosofia, enquanto se ficar analisando correntes filosóficas, enquanto se fica discutindo o que cada pensador acredita numa decoreba terrível, a filosofia não encontra sua utilidade.

Tanto a filosofia, quanto a trigonometria, análise sintática, enfim, todas as disciplinas e todos os conteúdos devem ser questões relevantes para se resolver um problema material da vida. Entender e saber lidar com o mundo.

Aprender Geografia vai ajudar a entender as diferenças étnicas e sociais existentes globalmente e
regionalmente, vai ensinar o futuro empreendedor que para ele abrir uma padaria na esquina só é viável se do outro lado da rua não existir outra padaria com clientela fiel. Aprender trigonometria em associação com a geografia vai ensinar a saber qual a distância mais curta para se chegar a um determinado ponto quando for viajar. Saber filosofia vai fazer com que as pessoas formem conceitos teóricos dentro da própria cabeça para que, quando se encontrar diante de uma determinada realidade, saiba o que é aquilo e como lidar naquela situação. Isso em colaboração com estudos sobre política vai fazer o aluno saber o que é um Estado, o que é o Direito e saber se, na realidade fática, ele está diante do Estado (Juiz, Ministério Público, Delegado de Polícia) e deve agir com o devido acatamento, ou se está diante de um profissional liberal (advogado, médico) que vai agir com o intento de ajuda-lo e não imparcialmente, talvez querendo condená-lo.

A História nos ensina a interpretar os sinais dos tempos, sabermos se o governo, o clima, a política, a ética, enfim, todas as relações sociais e todos os fenômenos da natureza, o que vem depois, quais as consequências de um governo tirano, como acaba um governo populista, qual a consequência do socialismo e do comunismo, bem como do capitalismo desregrado.

Ocorre que essas questões também são relevantes com relação ao próprio método. É hora de parar com discussões acadêmicas e teóricas, sobre se é bom os professores agirem como facilitadores (postura, aliás, que eu condeno veementemente), ou como autoridade dentro da sala de aula; se o professor conduz o aluno para que ele descubra, ou se o professor ensina.

O que tem que ser levado em conta é resultado. Parar de considerações ideológicas e discussões que teriam relevância se a conversa fosse em outro nível: na discussão de diretrizes educacionais pelas autoridades competentes, mas, ainda assim, só teria relevância essa discussão se fulcrados na realidade.

Dessa forma, o que se tem que levar em conta não é a teoria por trás de cada método, mas a prática. Por exemplo, o que o socioconstrutivismo fez pelo Brasil? As pessoas que aprenderam por esse método são o que hoje em dia? Qual a postura dessas pessoas diante de problemas reais que demandam tomadas de decisão? Como elas escrevem? Escrevem certo, ou errado? Quais cargos que ocupam? Qual o grau de humildade e arrogância, principalmente diante de uma autoridade, ou diante do Estado? Esses são alguns problemas reais que devem ser resolvidos, também pela educação que vem de casa, mas também com o ensino das escolas. Se o método de ensino não está dando certo, não seria certo mudar o método de ensino?

Agora que vem a questão chave: Se os alunos que possuem dificuldade acabam aprendendo por outro método que não o aplicado na sala de aula, não seria interessante aplicar o mesmo método com todos os alunos? Será que a aplicação desse método (alfabetização silábica, objetos concretos, situações problema) diferenciado como padrão não seria interessante para facilitar ainda mais o aprendizado dos outros alunos? Não seria interessante para que não houvesse segregação em uma sala de aula? Não seria interessante do ponto de vista daquelas informações no começo deste artigo?

Dessa forma, eu proponho essa postura de ceticismo, mas um ceticismo saudável, nos seguintes termos:

1 Quais os resultados práticos da aplicação de um determinado método de ensino? 2 Se não houveram resultados porque é algo novo, como que se aplica um modelo meramente teórico sem a devida pesquisa de campo anteriormente? 3 Se houve prévia aplicação em situações reais, por que é melhor do que aquele com o qual o professor está trabalhando agora?


Lembre-se sempre disso: você não está aplicando discussões acadêmicas, nem métodos, ou modelos
teóricos. Você tem um problema que é o aprendizado com disciplina e deve resolver esse problema da melhor forma possível. Da forma mais fácil, mais rápida e mais eficaz.

Parar de ter discussões teóricas, inquietações acadêmicas e aplicar aquilo que dá resultado, essa a a idéia, o fim, a utilidade da educação, porque uma atividade sem resultado não pode ser tica como eficaz. Não vale a intenção, o esforço. Algo muito sério está em jogo e premiar o que está bem colocado, repreender o que está errado e fazer com o que está errado volte ao caminho certo é uma atividade de ensino e não de mera facilitação.

domingo, 12 de maio de 2013

Salário baixo é parte do processo. Não ceda.

No presente artigo eu vou me dispor a dizer o óbvio, mas tenho certeza de que isso vai abrir os olhos de grande parte dos nossos leitores.

O salário baixo para os professores não é uma questão financeira, mas uma questão estratégica. Vejamos:

Utiliza-se de um sistema de educação sucateado, de um método de ensino fracassado e de uma diminuição da autoridade do professor. Tudo isso gera um quadro caótico em que não é possível ensinar, aprender.

O sistema de educação sucateado impossibilita que o professor disponha de meios, materiais didáticos e até de estrutura física mínima para que o aprendizado ocorra. Quando vem investimento, esse investimento é com fins a proporcionar recursos tecnológicos que só fazem deixar o cérebro dos alunos cada vez mais preguiçosos. Um exemplo disso é a utilização de ferramentas, tais como computador, televisores e outros meios que se portam de uma forma ativa e o aluno de forma passiva. Se for para ter um trabalho, não se pode aceitar de forma alguma trabalho digitado. Tem que ter a letra do aluno porque se ele copiou de alguma fonte, pelo menos ele copiou, transcreveu, leu.

O método de ensino é fracassado, tanto que nos países em que o sucesso no aprendizado ocorre, isso se deve ao fato de o aluno aprender as coisas de uma forma escalonada, ou seja, em primeiro lugar as ferramentas (letras, sílabas, palavras, frases) para depois aprender aspectos mais elevados do aprendizado (significados, correspondências e interpretações). O método de ensino na China é escalonado. A forma como se ensina no Japão é dessa forma. No Cazaquistão, país que não chaga a ser desenvolvido, mas está em 4º lugar no ranking da educação da Unesco, o socioconstrutivismo passa longe.

A baixa remuneração é apenas mais um ingrediente que visa fazer com que o professor não corra atrás, não se esforce, ache não não valha a pena bater de frente e formar realmente cidadãos, mas aplicar mansa e pacificamente o que vem de cima para baixo.

A fase da doutrinação esquerdista já passou. Eu diria que os professores de hoje em dia foram doutrinados na esquerda. Por isso que ainda hoje em dia se ouve falar de Che Guevara como um patrono dos estudantes, como uma bandeira dos movimentos estudantis. Ele que junto com Fidel mandou dezenas de milhares de pessoas para "el paredón". Hoje em dia a intenção do sistema de educação é formar pessoas ineptas absolutamente, formar pessoas que saiam da faculdade semi alfabetizados para que não consigam articular idéias suficientes para se revoltar contra o que está aí.

A perpetuação no poder se faz por duas formas: uma é o confisco de toda propriedade privada e deixar a população igualmente desvalida, como faz Cuba, como fez a URSS, como fizeram outros países comunistas como Laos, Cambodja e países africanos; a outra forma é a utilização do aparato estatal para perpetuar o poder, comprando-se a mídia, os sistemas de educação e até setores religiosos. Por isso que a China criou uma entidade denominada Igreja e proibiu que sacerdotes celebrassem se não associados e obedientes àquele organismo estatal.

Essa forma de dominação foi idealizada por Antonio Gramsci e eu recomendo a todos os professores lerem a respeito para, mais do que não aplicarem esse sistema nefasto, dizerem abertamente aos seus alunos o que  o Governo pretende e o que o professor vai fazer. Depois os resultados falam por si mesmos.

Fechando esse raciocínio, eu clamo aos professores que ensinem com simplicidade sim, mas tenham LIBERDADE e exijam por parte dos seus superiores essa LIBERDADE de ensinar da forma que melhor der resultado. Na Finlândia, um país em que os resultados da educação são os melhores do mundo, chega a causar espanto a singeleza das instalações onde a educação ocorre.

Uma pedagoga, certa vez me disse uma coisa que tem que ser levado em conta. Se o aluno não aprende da forma como o ensina, então ensine de uma forma que ele aprenda.

Lembre-se sempre de que a única vítima sempre acaba sendo o aluno, porque se o sistema é ruim, se o salário é baixo e se as condições são precárias, o sofrimento do professor acaba sendo porque não consegue cumprir a contento sua função precípua, prejudicando, não a si mesmo, porque o salário no final do mês, por pior que seja, vai cair na conta, aluno aprendendo, aluno não aprendendo, mas ao aluno.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Construtivismo? Por Pablo Leones Mugnaini


Com mais da metade das escolas públicas e particulares no Brasil se dizendo adeptas do construtivismo, era de se esperar que diretores, professores e pais tivessem um bom conhecimento do assunto. A realidade, no entanto, não é bem essa.

Uma pesquisa realizada pela UNESP revela que ninguém sabe muito bem como o construtivismo funciona, e muito menos sabe dizer por qual razão ele deve ser adotado pelas escolas.

Erroneamente classificado como método de ensino, o construtivismo é na verdade uma teoria sobre o aprendizado infantil, proposta pelo psicólogo Jean Piaget nos anos 20 do século passado. Segundo essa teoria, a construção do conhecimento pela criança está intimamente relacionado com as suas experiências do cotidiano.

O mais dramático, porém, é que segundo a pesquisa, a livre interpretação e adoção do construtivismo como método, pela maioria das escolas brasileiras, produziu resultados desastrosos. Especialmente em determinadas disciplinas do ensino básico.

Na fase de alfabetização, com a pedagogia tradicional, as crianças são apresentadas às letras do alfabeto e

aos seus sons, depois vão formando sílabas até chegar às palavras. No construtivismo os fonemas são suprimidos, mostrando ao aluno a palavra já pronta sempre associada a uma imagem. A ideia é que com o tempo a criança acabe por assimilar aquela grafia simplesmente relacionando-a com a imagem conforme o quadro ao lado

Segundo o departamento de educação americano, que produziu o estudo mais completo já feito sobre o tema, os estudantes submetidos a esse método de alfabetização têm se saído pior do que os que são ensinados utilizando o método tradicional. Baseados nisso, a Inglaterra, os Estados Unidos e a França abandonaram de vez o construtivismo nessa fase de aprendizagem.

Veja reportagem segundo a qual o construtivismo é adotado por países com os piores indicadores do mundo. http://veja.abril.com.br/120510/salto-no-escuro-p-118.shtml

Da mesma forma, o departamento de educação americano recomendou que o contrutivismo também deveria ser abandonado no ensino de matemática, após constatar péssimos resultados em sala de aula.

O construtivismo foi adotado com muito entusiasmo pelos cursos de pedagogia a partir dos anos 70, quando textos de Piaget e seguidores, como Vygotsky, foram descobertos nas universidades americanas. No Brasil virou moda. Aos poucos acabou sendo abandonado pelos países que primeiro o adotaram, mas por aqui ainda persiste.

Países que ainda adotam o construtivismo, estão entre os piores em desempenho nas avaliações internacionais de educação. O Brasil é um desses países.

Pablo Leones Mugnaini - Professor de história do EJA in http://colgioestadualjoanadarc.blogspot.com.br/2010/05/construtivismo.html

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Desmascarando o Construtivismo - Por que os alunos não escrevem direito

Vejam o vídeo de Olavo de Carvalho em que ele esclarece, desmascara e denuncia a forma como os professores estão ensinando os alunos, fazendo com que os alunos tentem formar uma visão crítica sobre a matéria sem ter, ainda, o be-a-bá. Evidente que essa forma de aprendizado é incoerente, pois tenta fazer com que os alunos desenvolvam habilidades sem ter, ainda ferramentas e elementos suficientes para fazê-lo.

O socio-construtivismo  apresentado por Piaget e até de certa forma Vygotsky devem ser evitadas, isso mesmo, essas práticas educacionais devem ser suprimidas.

Os países comunistas de hoje, como China, Coréia, Cuba, dentre outros, baniram esse modo de ensino e nos exames internacionais esses países acabaram por ter um desempenho notável. Até a França, berço da doutrina do Suíço Piaget passou a adotar o método de ensino silábico, abandonando o construtivismo.

Vejam o vídeo, comentem e façamos desta postagem um local para troca de informações.